desacertando
inventando movimento
nos meus pés lá no céu
decaindo-me numa chuva de melancolia
abrindo meu olho num abraço com o cosmos
arrancando
as braçadeiras que me corrompi de temer
erradicando sombras que me apedrejaram
enveredando-me todas as fronteiras do que me gritava sem crivo
arrebatarei as mordaças que amarraram meu vôo
com o sopro que dou no tiro do silêncio
temporizar
as camadas que inebriam minha pele
com o suor dos sonhos que me gotejei sobrevivente
no meio dos avisos que dei à minha ausência
corrompi-me sem ter freios
aos delírios do meu verso liberta.dor
acariciar
os apegos que me tive de véspera
consumi-los com a morte que me quis percorrido
refeitura de sonhos para adiar a obra que virei meu revolucionário
e encerrar-me ao aflito do medo que não me criei
aprendi voltar sem olhar para o alvo que agora não toco