quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Por-Sol-Seu

 


O amanhã será 
O que lhe trará 
O mais doce 
Sabor dos caminhos.

Andres S.A @AndresAraujo

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Aprendizados...





E então a gente (re)aprende: que o incondicional é precioso demais...
Que o mundo não pára para que a gente repita as tentativas.
Mas que, sempre haverá uma nova chance, abstrata, mas existente.
E que, independente de quantas lágrimas alguém nos roube:
Sempre existirá alguém que poderá merecer nosso sorriso...




Plínio Alexandre dos Santos Caetano
@pliniocaetano23

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O Mundo




Figuras vastas a encantar e a descobrirem-se
As luzes, as cantigas, a comida e o enredo do seu convívio
Pelo homem aprimora-se, ao tempo renova-se no dia seguinte
Juntos, intérpretes da Criação do Universo
E altivos, os signos revivem liberdades e desafios



quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Vem


Vem, meu bem
Caiba aqui
No meu abraço
Beija aqui
O meu poema
Canta aqui 
No meu desejo
Sopra aqui
Nos olhos meus
Cheira aqui
A alma minha
Vem tão logo
Que é tão breve
O instante todo
Do te encontrar
Pra ser tão meu...

Lai Paiva

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Palavra-ponte

A ponte Donghai, na China. Foto disponível aqui.


Era a primeira vez que me via frente ao abismo.
Perguntaram-me como faria
para...

Não sabia,
mas o ato de questionar-se era ferramenta sob medida.

Era o tempo da construir.

Descobri... e fez-se a luz mais bela.
A redescoberta: a palavra como ponte.

Perante tantas delas,
não houve abismos suficientes para o impedimento da passagem
para todas as idas e para as voltas todas. Para a vida.

Alessandro de Paula
@palavratomica

domingo, 1 de janeiro de 2012

Subterrânea



Na pele carrego palavras que nunca disse
Há afeto que afeta
e nada posso fazer
Senão carregar na pele certas sensações
Talvez algum dia
Submeter-me a uma cirurgia de emergência
O lápis, feito bisturi, rasgará o papel
E me fará esvair em letras...
Até a última palavra
Morrerei vazia
Sem nunca ter dito
O que trago na pele

Desde a alma levei-me nas palavras ausentes
Houve esperas para tocar
E cumprir desejo
Assim traduzi à pele o desejo de ser
Arriscado por começar essa vida
Transparecendo leveza que sempre quis
As pétalas, quase em falta, puderam refazer
Outra forma que não pude ainda.
Todas as palavras
Reviverei preenchida voz
Ao dizer meu desejo
O que a alma levará para a pele



                                                                                                       Mara Cristina Medeiros
                                                                                                       Leonardo Valesi Valente


Jurisprudência




Antes que me condene
ao crime de total inutilidade na vida,
culpe-me por fazer poesia
- tão desesperadamente alienado do viver
e escrevente crédulo de meu desespero.
Escrevi tantos versos
convertidos sem outro crime,
aos que somente habitam o coração
sedentos do belo.
Eles, aqui confundidos aos nós,
vimos o mundo
e nos refugiamos nos versos,
- incontidas ilhotas de esperança,
para não mais voltarmos
a desamparar o olhar.
Tentei, durante tamanha escassez de poesia,
cativar tal companhia
em minha própria alma
e na dos que morreram quando avistaram.
A companhia do olhar
é a única que possa julgar
o risco de um poema.
Os que viram
são os que esqueceram de imaginar.
Logo os suponho,
assim menos vivi.
Vimos o que desistimos de viver:
utilidade máxima para o ofício de poeta.
Culpe-me por dar ao vazio
maior importância
do que à minha imprópria vida,
vez insuficiente para eu ser.
Meu nome no fim
é um testamento
do que não existi.
Eu condenado
pelos esquecíveis poemas
que arrisquei encantar,
com viver a ninguém.

Poema da Incompletude





Alegoria que trouxe o encanto das águas feitas de tingir
Somos o fragmento da mudança,
neste mar sem fim que tivemos revolto em nós
Entorpece em extremos a voz
que nos faz repletos de ser
Quando voltamos ao profundo do mar,
é a noite que nos encena atravessamento

(Somos desfeitos na imensidão do fazer)

Ativadores,
voltamos a operar maquinários em nossas ruínas
Arte vitalidade que nos consome a pele
e retira os gigantismos de poética
Anunciar-te é amor antigo desfazendo
o medo de outrora castigo
Assembléia que nos guarda livres
informa estas palavras p’ra juntos seguirmos